Mortes, caos, acidentes na estrada e congestionamentos. O cenário de São Paulo, que descrevi há alguns posts, poderia ser uma sinopse do filme Ano 2000 – Corrida da Morte, mas é um resumo da BR-101. Uma reportagem da Gazeta Mercantil enumera os problemas que a estrada e os motoristas enfrentam atualmente. Não acaba por aí, já que as transportadoras também sofrem com o problema que representa um impacto na manutenção dos veículos. E quem paga essa conta?
 
A situação é tão grave que mesmo atendentes ou fregueses de uma lanchonete na estrada criticam as placas e desvios instalados e quantos sabem o que fazer nessas ocasiões? ”A sinalização feita por causa da obra, seja aqui em Tubarão, seja em outros trechos da BR-101, atrapalha bastante”, declarou o motorista de caminhão e funcionário de uma transportadora Fábio Grando, que percorre a BR-101 semanalmente. A rodovia será ampliada com as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Até lá acidentes de trabalho e mortes parecem ser inevitáveis, sem solução.  

 Em situações de dificuldade os maus gestores se preocupam com quem “paga conta”, enquanto os bons profissionais encaram a responsabilidade pelo problema. Um motorista, ao descobrir alguma falha mecânica com o caminhão durante uma viagem ou qualquer outra coisa que possa atrapalhá-lo, deve imediatamente gerenciar a situação, preservando tanto sua saúde quanto o seu compromisso, evitando riscos desnecessários. E até mesmo trocar pneus à noite pode ser um risco completamente prescindível.

Agora, como saber o que é importante e o que não é? Ou melhor, quantas - e quais - são as falhas que poderiam ser evitadas? Para isso, existem processos gerenciais que devem ser implantados, mas, pelo enorme número de possibilidades e fatores, apenas uma solução tecnológica pode aferir com precisão os problemas.

Ferramentas de TI ajudam a reduzir custos de manutenção, abastecimento, lubrificação, pneus e taxas e, o principal, permitem que nós, gestores, possamos dar segurança aos nossos funcionários - especialmente os que estão na estrada -, para que eles possam “arregaçar as mangas” e assumir problemas.

Tão fundamental quanto debater soluções para esses problemas é buscar, desde já, formas de evitá-los. Vale lembrar que checar a disponibilidade da frota e seus indicadores são fatores essenciais nesse contexto.

É consenso que não se cresce sem riscos, mas nós, profissionais da área de transporte, sabemos que, apesar de não podermos resolver todos os problemas, podemos gerenciá-los de forma eficaz.