No dia 18 de setembro, o Estadão publicou um “Dossiê” sobre o trânsito na capital de São Paulo. Achei alarmante! Na verdade, o caderno deveria se chamar “dossiê dos acidentes”. Por dia, 4,3 pessoas morrem no trânsito da capital paulista e 72 saem feridas. O caderno é extenso, mas os dados que me chamaram mais a atenção têm tudo a ver comigo e com este blog, o Sexta Marcha.

Do total de atropelamentos fatais, 9,6% envolvem caminhões e 18% ônibus. Quando se fala de “acidentes fatais”, que nesse caso envolve o condutor do veículo, 10,6% ocorrem com ônibus e 10,3% com caminhões.

Por trás desses tristes dados existem custos altíssimos para as empresas de transporte, em vários sentidos:

- Mais gastos com seguros, pois isso aumenta o valor dos prêmios;

- prazos e atrasos quando ocorrem acidentes que impedem o trânsito;

-  Stress dos motoristas quando entram nessas “selvas urbanas”;

- Custos com remanejamento e até estoque emergencial das cargas, quando algum veículo da frota está envolvido no acidente;

- E, por último, o mais doloroso, a perda da vida de um colaborador, algo irreparável.

Quando relacionamos todos esses fatores, fica claro para nós, profissionais ligados à área de transporte, que devemos considerá-los quando desenhamos um processo de carregamento e transporte logístico, seja ele simples ou complexo, envolvendo várias cargas e centros de distribuição, tanto em São Paulo, com esses tristes índices, quanto em qualquer outra capital do País.

Agora vem o problema, como fazer para calcular dados tão complexos e achar os custos operacionais escondidos para daí definir as melhores alternativas? A única forma é adotar alguma solução de gestão de frotas, que são softwares acessíveis com capacidade de trabalhar várias informações orientando melhor a operação.

Infelizmente, nenhum desses softwares poderá evitar esses acontecimentos (que ganham essa incrível escala numa cidade com cerca de 0,5 carro por habitante), mas permitirão um melhor planejamento, levando em conta a possibilidade de ocorrem e identificando as formas mais eficazes de contorná-los.

Por fim, esses dados, por mais alarmantes que sejam, são sinais de desenvolvimento e nós aqui do Sexta Marcha entendemos que há muita “pista” para podermos chegar ao nível de um país desenvolvido, tanto do ponto de vista da infra-estrutura quanto do ponto de vista de uma sociedade organizada, coerente, responsável e, acima de tudo, cívica. Enquanto caminhamos nessa estrada, eu, minha equipe, você que nos lê e outros executivos ligados à área de transporte fazem o máximo para que possamos chegar o quanto antes nesse tão sonhado futuro.